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sexta-feira, 10 de junho de 2011

Outro Dia do Comércio...


Bah! Mais um Dia dos Namorados e a gente vê sempre as mesmas bobeiras por aí. De um lado, temos os "casais apaixonados", como este que ilustra o post de hoje, que caem como patos nas propagandas e mais propagandas da época (assim como outras datas idiotas que inventam). Do outro lado, temos os solitários que acompanham na net dicas para não passar o Dia dos Namorados sozinho. Quanta pieguice! No final, você termina trocando presentes e sorrisos falsos com uma pessoa adúltera e o "amor da vida inteira" termina em duas semanas. Fim da história!

Eu sempre fui prático. Nunca liguei pra datas e coisas do tipo. Nem mesmo me lembro do meu aniversário (claro, eu sei o dia, mas inevitavelmente esqueço que é meu aniversário). Também nunca me importei em comemorar essas datas. Primeiro, por aquilo que já falei: tudo jogada pra angariar fundos na época com presentes e mais presentes. Segundo, porque, convenhamos, sou um pão-duro nato. Prefiro caprichar no meu lado "caliente" (muito bom, diga-se de passagem) do que gastar dinheiro. Aliás, toda data era sempre a mesma coisa pra mim: eu comprava algum bicho de pelúcia (por sinal, o mesmo ursinho idiota!), uma peça de roupa, escrevia um cartãozinho piegas e... voilá: presente instantâneo.

"Oh, mas como você é amargo!"

A questão não é essa! Acho bacana comemorar algo, mas fora daquilo que é proposto pela sociedade. No final, temos um namoro hipócrita, em que um trai o outro (como acontece com 90% das pessoas que conheço) e no Dia dos Namorados ficam de chamego porque é assim que tem que ser. Papo-furado! O que é pra ser acontece todo dia, não somente numa data determinada pelos outros. Mas o "pensamento de manada" faz com que todos se derretam nessa época... blé!

Não estou generalizando. Existem pessoas apaixonadas sim, que certamente terão um fim de semana gostoso, assim como normalmente tem com aqueles que estão do seu lado. Essa crítica é mais pela hipocrisia de alguns e pelo consumismo em si da data.

Então, pra quem tá de "mimimi" porque passará o domingo sozinho, divirtam-se. Como costumo dizer, o que temos num relacionamento? Companhia e carinho? Isso eu tenho com minha família, com uns poucos amigos e com meus cachorros. Sexo? Modéstia a parte, arranjar nunca foi um problema pra mim... e prazer eu sinto até sozinho, hahaha. O que sobra então? Mais nada!

Portanto, que os solitários sobrevivam ao domingo. Que os acompanhados desfrutem da companhia não somente no Dia dos Namorados, mas TODOS os dias. Que o amor de verdade seja algo presente, não apenas fachada.

E, que no fim das contas, esqueçam essa bobeira... é só outro dia!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Dicas para o amor hipócrita da socidade (Parte 3)



Após o temporal de agora pouco (já tava achando que não conseguiria atualizar o blog hoje), hora de mais uma atualização! E hoje especial, já que temos mais dicas para o amor hipócrita da sociedade (confiram as outras dicas aqui e aqui). Fazia tempo que queria escrever sobre o "dicas", então uma matéria que li hoje me inspirou a atualizar!

Vejo o relacionamento das pessoas ao meu redor, ouço aquilo que confessam pra mim e creio que boa parte está equivocada em relação aos seus sentimentos. Não é paixão ou amor aquilo que sentem, e sim carência. Dizem que o amor é uma solidão disfarçada... não sei até onde isto é verdadeiro, mas para muitos é algo real.

As pessoas acabam se envolvendo em relacionamentos furados justamente por causa da carência. Muitas temem ficar sozinhas e acabam se entregando pra primeira pessoa mais ou menos que conhecem. Isso é uma extrema burrada: se estão carentes, é porque algo falta nelas, não estão bem consigo mesmas. E desde quando irão encontrar isso que falta em outro alguém?

Aí temos os relacionamentos idiotas que me referi no início. O amor de fachada. Muitas vezes essas pessoas sabem que não sentem nada, mas preferem continuar alimentando essa ilusão pelo medo da solidão. Já ouvi absurdos de colegas, de que sustentam uma relacionamento porque estão com baixo auto-estima. Ah, vá se foder, né? E precisa enrolar alguém pra se sentir bem?

Justamente isso que faz eu aproveitar muito bem minha solteirice. Tudo o que poderia ter num relacionamento, eu tenho com doces e carinhosas "amigas", com a vantagem que não tenho que aguentar ciúmes ou qualquer outro tipo de enchimento de saco. Claro, nada impede que um dia eu vá encontrar alguém realmente bacana e sossegar, mas enquanto isso não preciso sentir nenhuma carência. Sinceramente, eu não consigo me sentir sozinho, porque adoro minha companhia! E tem como não adorar passar o dia inteiro com um cara tão legal assim?

Sou da opinião de que "ou você gosta ou você não gosta", como já escrevi aqui. Não me venham com bobeiras de juras de amor, presentinhos e toda sorte de cretinice do tipo. Nunca ficaria com alguém que não achasse foda (e é por isso que estou - muito bem - sozinho atualmente). Um relacionamento deve sempre ser uma soma: você deve ficar com alguém que acrescente algo a você, não com alguém que lhe deixe pra baixo ou então lhe torne uma "parte siamesa" dela!

A dica de hoje é justamente essa. Se você não gosta de você, não há como os outros fazerem isso por ti. Ninguém gosta de pessoas carentes. Ninguém gosta de chorões ou aqueles que fazem tudo pelo outro. As poucas pessoas que gostei de verdade na vida eram aquelas que pareciam independentes (algumas realmente eram, outras eram só fachada). É a velha frase tosca de sempre: se valorizar para que alguém o valorize. E se uma pessoa não lhe dá bola, foda-se: olha só quantos bilhões de pessoas existem no mundo?

Então, valorizem sua independência, sua individualidade. Dê espaço pra cada um ser alguém diferente (falando nisso, outra coisa que acho o cúmulo da tosquice são os perfis compartilhados de casais em redes sociais... o que virá depois? O uso de coleiras?). Não adianta forçar alguém a gostar de você, como já falei.

Simples questão de ritmo e equilíbrio: busquem alguém que caminhem ao seu lado, não muito a frente, nem muito atrás.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Dicas para o amor hipócrita da socidade (Parte 2)



Tenho andado inspirado ultimamente!! Continuando então o post de janeiro, eis a segunda parte do "dicas para o amor hipócrita da sociedade".

Vou falar um pouco de coisas relacionadas ao tópico três, do primeiro post. Sacrifícios, provas de amor e todas essas bobeiras relacionadas, com referências ao "amor" fast food da atualidade. Sim, esse em que você ama num dia e no outro nem lembra da pessoa.

Esses dias assisti o filme Encontros e Desencontros e ainda estou muito influenciado pela mensagem que ele passou pra mim. Acho o Bill Murray um ator foda (o humor cínico dele transparece no olhar) e, bem, a Scarlett Johansson nem precisaria falar nada pro filme ser interessante pra mim, hehe.

(Atenção: o texto a seguir pode conter alguns SPOILERS sobre o filme, então se tem frescura em relação à isto, não leia)

O que achei mais foda é a relação entre o casal, que passa credibilidade só pelo olhar, pelo sorriso, pela simplicidade dos diálogos. Não, nada de amores impossíveis, almas gêmeas ou coisas do tipo. Apenas duas pessoas diferentes, perdidas e solitárias em outro país, que acabam desenvolvendo uma relação através da compreensão. Poxa, eles só dão umas três bitoquinhas no filme inteiro... a relação inteira é desenvolvida através de "pequenos" gestos.

E, caramba, não sei se estou errado, mas o amor não é pra ser algo simples assim? Encontrar alguém que lhe entenda, e vice-versa, só com uma troca de olhares? Alguém que você olhe e admire pela simples presença, sem ter feito nada de especial? Alguém que lhe conforte sem precisar dizer coisa alguma?

A sociedade atual faz com que as pessoas procurem o amor em locais errados. Afinal, o conceito de felicidade é algo que mudou com o passar do tempo. Então acabam exigindo muito dos outros, coisas que nem ao menos são necessárias.

Você não precisa de alguém que diga "Eu te amo" o tempo todo. Alguém que lhe mande mensagem a toda hora, do minuto que acorda ao momento em que vai dormir. Alguém que diga que você a completa, que irá passar a vida inteira do seu lado e todo "mimimi" semelhante. Alguém que lhe dedique músicas. Alguém que lhe escreva poesias. Alguém que faça álbuns de fotos em redes sociais e que declame seu amor o tempo todo nesses meios.

Não é preciso nada disso! Só é preciso um sorriso e um olhar, e mais nada. Se isso não é o bastante pra ti, é uma "paixonite" sem sentido. Então não vá sujar o nome do amor usando-o em vão.

Procuram, procuram, procuram... e não vêem a essência das coisas em sua simplicidade. Esse é o pior tipo de cego...

(A propósito, estou MUITO bem solteiro. E isso não quer dizer que eu não ame com uma frequência absurda...)