O título do post hoje é uma das linhas mais conhecidas do rock'n'roll, na canção My Generation, do Who - diga-se de passagem, uma das minhas bandas favoritas. Pra mim, a expressão "I hope I die before I get old" pode ser usada num contexto atual pra sintetizar a velhice idiota que temos hoje em dia, em que as pessoas sofrem da Síndrome do Peter Pan: querem viver uma eterna juventude, como se envelhecer fosse uma doença.
Ligue a TV e você verá inúmeros "artistas" que seguem essa linha. Caramba, o que há de errado em ser velho? Lembro quando tinha o programa do João Kléber (desaparecido, graças a Deus) e eu e meus irmãos zoávamos do visual "meninão" dele. Claro, eu sou suspeito pra dizer algo, já que ainda vivo nos anos 70: naquela época, as pessoas pareciam adultas. Porra, pegue os grupos de rock do passado e compare com a criançada que temos hoje. Essa galera "happy rock" tem 20 anos e cacetada, mas parece uma molecada de 12!
Mas, voltando ao assunto, uma das pessoas que mais exemplifica essa velhice idiota atual é a Susana Vieira. Dá até pena: ela quer parecer tão jovial, tão meninona, que vira e mexe vive pagando mico. Até a arrogância dele é provavelmente um escudo pelo fato de tão ridícula que é. Digna de pena mesmo. A última idiotice dela foi protagonizada na droga do Domingão do Faustão:
Tem mais uma parte (que não vou postar aqui porque o youtube apaga tudo) dela sentando no colo do namorado e ficando com os peitos de fora. Se alguém gosta de bizarrice, é só procurar no youtube.
Veja bem: nada contra idosos. Nada contra quem é jovial de verdade: quem leva a vida numa boa, sem pesar as coisas por causa da idade, quem sabe aproveitar tudo independente do passar dos anos. O problema é quando não há senso do ridículo. Quando querem mostrar uma mocidade artificial. Caramba, a mulher tem quase 70 anos pra ficar fazendo papel de otária na TV. Péssima atriz, cantora medíocre... como diabos alguém dá ibope pra uma porcaria dessas? É aquilo que sempre falo aqui: estão tirando grana daqueles que merecem. Daqueles que atuam, que cantam de verdade. É realmente um absurdo.
Envelhecer não é algo ruim. Nunca foi. Não é uma doença. Inúmeras coisas boas surgem com o tempo. Ainda sou novo... tenho 26 anos. Mas estou certo de que terei muito orgulho das minhas rugas e cabelos brancos. Ser jovial ou não é simplesmente um estado de espírito. Não há como forçar a barra ou parecer aquilo que não somos. Fica tosco. Fica artificial. Ou simplesmente ridículo, como no caso citado acima.
Portanto, ao contrário do Who, eu não espero morrer antes de ficar velho. Que isso aconteça antes de me tornar ridículo.
Isso sim é pior do que envelhecer.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
A era do politicamente correto

Um post mais nerd, pra variar, mas com um tema que achei bizarro. Pra quem não sabe (e eu creio que a maioria não deve saber), o camarada grandão do desenho ali é o Heimdall, um deus da mitologia nórdica, da forma como aparece nos quadrinhos do Thor - que, por sinal, não acompanho... nunca fui nerd de quadrinhos. Já o camarada à direito é um tal de Idris Elba, DJ de Hip Hop - que, por sinal, nunca vi mais gordo.
A polêmica? Ele irá interpretar o deus nórdico citado na adaptação do Thor para o cinema, o que levou um monte de gente a protestar com a escolha de um negro para o papel. Um tal de "Conselho dos Cidadãos Conservadores" promoveu um boicote ao filme por causa disso.
Vejam bem, eu não acho que isso é racismo. Caramba, tudo bem, é quadrinho, fantasia... mas é baseado na mitologia nórdica! Realmente, não faz sentido nenhum a escolha do DJ pro papel. Qual o sentido nisso? O politicamente correto? Tenho acompanhado inclusivo o comentário de pessoas negras que não vêem lógica na escolha.
E se fosse o contrário? E se alguém escolhesse um ator branco para o papel de alguma divindade africana ou algo parecido da cultura negra? Com certeza, acusariam os responsáveis de racismo, de neonazista e blá blá blá. Isso não passa de uma tremenda hipocrisia.
Temos que ser politicamente corretos então? Num filme sobre vikings, coloquem um negro no meio, afinal, é racista pensar que eles eram somente ruivos ou loiros. Ou então numa futura adaptação de Camelot, coloquem um dos cavaleiros como negro. Francamente, tem coisa que é o cúmulo da estupidez.
Ainda nessa linha do absurdo, os livros de Monteiro Lobato estão sendo censurados por serem considerados racistas. Caramba, querer tirar das escolas a literatura de Lobato por causa de uma ou outra expressão sem nenhum cunho ofensivo é outra coisa absurda. É o verdadeiro atestado à ignorância, não só do povo brasileiro, mas do mundo todo.
Quem são os verdadeiros preconceituosos? Quão tênue é a linha do que é permitido ou não?
Sei lá... só espero que no futuro eu não seja proibido de chamar um amigo negro de... "negro". Se eu chamo um branquelo de "alemão", tudo bem... mas se eu chamo um negro de negro estou sendo racista?
É... não consigo entender o politicamente correto.
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terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Os tempos estão mudando

Ainda tenho acompanhado a repercussão do caso WikiLeaks (afinal, não se fala em outra coisa). Li alguns textos interessantes sobre os problemas que a divulgação dos documentos secretos (alguns nem tanto assim) acarretará - e isso porque muito POUCO foi revelado até o momento. Um deles envolve a repressão.
Tudo isso serviu pra mostrar como o conceito de liberdade de expressão é extremamente frágil, como já comentei no post passado. Pra mim, isso não passou sempre de uma grande mentira. Como ex-jornalista, sei que a liberdade vai até onde aqueles que seguram a coleira permitem. Lembro uma vez que falei sobre nepotismo na prefeitura quando trabalhava numa rádio e depois levei um puxão de orelha do dono, já que o prefeito bancava o lugar e não podia falar essas coisas...
Enfim, a WikiLeaks provou internacionalmente que a liberdade de expressão é ilusória. A CIA passou a combater os atacar blogues e sites que lutam contra a corrupção política e militar nos EUA, perfis de hackers usuários do Facebook que publicamente apoiam Assange foram excluídos... e agora a censura passa pro Twitter, com o tema WikiLeaks não aparecendo nos Trand Topics do site. Se abusar, daqui a pouco até um bloguezinho mixuruca como o meu passa a sofrer censura, haha!
É, isso é a prova da Nova Ordem Mundial que está por vir, meus amigos. Eles tentam encher vocês com o "pão e circo", evitando que pensem a todo custo. E quando surge algo que os faz pensar, é prontamente censurado. Porque não é isso que querem. Vocês estão proibidos de pensar!
O que vocês acham? A WikiLeaks foi o estopim pra repressão cibernética, na minha opinião. As coisas só irão piorar, daqui pra frente. Tudo com a justificativa de proteger os direitos alheios. Tudo isso caminha pra NOM - a Nova Ordem Mundial, tão alardeada pelos teóricos da conspiração. Enfim, isso é uma algo bem possível e aterrorizante.
E sabe o que é pior? As pessoas não conseguem ver a verdade nem quando está diante de seus olhos. É capaz que o povo aceite de bom grado as mudanças e passe a viver definitivamente como o rebanho que sempre aparentou.
The times they are a-changin...
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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Uma ditadura disfarçada

Tenho acompanhado toda a repercussão em torno da WikiLeaks e o desdobramento mais interessante ocorreu agora, após a prisão do Assange, com os ataques promovidos pelo grupo "Anonymous" (cujo símbolo ilustra o post de hoje). Quem são os verdadeiros terroristas da história?
Os EUA sempre se gabaram de ser a terra da liberdade, da oportunidade, e blá blá blá. Entretanto, isso só funciona da boca pra fora, como sempre. Aliás, as pessoas são especialistas em seguir algo somente enquanto está tudo sobre controle, pulando fora do barco quando chega a tempestade.
Costumo sempre escrever aqui que vivemos uma ditadura disfarçada através do consumismo. As pessoas tem a ilusão de que todos são iguais, de que todos possuem as mesmas oportunidades, mas não é assim que funciona. O fato de você trabalhar num emprego medíocre e ter uma parca grana pra enfrentar trânsito no feriado e se apinhar com trocentas pessoas na mesma situação funciona como um cabresto pra ti... bem vindo ao pão e circo atual.
As pessoas são encorajadas à seguir o pensamento de manada. As propagandas estão cheias de informações do tipo: vista tal roupa e seja como todo mundo. Ser diferente é errado. Não pense diferente! Não ouse ser diferente! Ironicamente, as pessoas buscam tanto uma identidade própria que acabam se tornando todas iguais. Patético!
Mas, veja bem, nós temos uma válvula de escape hoje em dia! Esse é o papel da internet, que torna possível uma luta modesta contra o "sistema". Algo exemplificado pela WikiLeaks e o vazamento de dados. O direito à verdade não deveria ser comum à todos? A liberdade de expressão não deveria ser algo encorajado? Ou será que nós só deveríamos seguir a "verdade" que nos é imposta?
Apoio os ataques promovidos pelo "Anonymous" e seu desejo de vingar o WikiLeaks. Vejo isso como uma prova irrefutável do poder do virtual na busca pela liberdade de expressão. Eu sou completamente à favor da anarquia. Esses dias me perguntaram sobre política. Eu não sigo NADA: idéias são boas somente no papel, mas quando as pessoas se reúnem, elas se desvirtuam. E, sinceramente, eu não preciso de alguém dizendo o que devo fazer: eu faço aquilo que quero, na hora que quero, como quiser.
Enquanto isso, as pessoas estão perdidas na doce ilusão de viver, sem querer acordar pra realidade...
Você vive ou simplesmente existe?
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
A invasão das drogas culturais
O maior problemas das drogas são aqueles que as consomem. Sem consumidores, ficariamos livres desse lixo em pouco tempo. Calma, meu amigo nóia, não estou falando dos tóxicos em si: estou falando das "drogas culturais", tão ou até mais nocivas das que percorrem as bocas de fumo devido ao seu poder de corroer rapidamente a mente dos facilmente sugestionáveis.
(Mesmo porque, se é um drogado ou não, pouco me importa o que faz com a sua vida, desde que não me encha o saco)
Infelizmente, há algumas drogas que nem ao menos podem ser consideradas culturais: as subcelebridades. Eu já acho o termo celebridade uma escrotidão, não precisava nem rebaixar a palavra. O que uma celebridade faz? Absolutamente nada. É um infeliz sem talento nenhum que surge na mídia justamente porque o povão engole esse tipo de lixo. Uma pena que o conceito de artista está cada vez mais podre...
Enfim, voltando às subcelebridades, caso da - já citada por este blog - Geisy Arruda. Esses dias eu vi um trecho de um entrevista dela no "Estranho Mundo do Zé do Caixão".
Além da óbvia burrice da criatura, qual a relevância pra sociedade a entrevista com um diabo do tipo? Caramba, o Mojica é um cara inteligente... será que não tinha ninguém melhor pra entrevista não? Aliás, fico pensando qual será o tal fetiche da moça com estatura. Talvez ela tenha tara por anão... bom pro camaradinha ali!
Enfim, esse tipo de droga só existe porque tem quem consome. É realmente de dar pena ver, por exemplo, inúmeros comediantes bons na rua enquanto temos aquela porcaria do Zorra Total ou A Praça É Nossa. Ou então ouvir um Restart na rádio enquanto tem muito músico bom batalhando em barzinho por aí (como costumo dizer, estão roubando o MEU dinheiro!).
Será que as pessoas não consomem algo de qualidade? O problema é que há um conceito errado no termo "qualidade". No Brasil, costumam pensar que algo bom está restrito às elites, é algo intelectualóide. A velha questão do complexo de vira-lata: o brasileiro típico se acha indigno de conseguir algo melhor, de buscar algo melhor pra si, então se contenta com seu pagode, futebolzinho e novela das oito... tsc, tsc.
Quando falo em qualidade, não estou me referindo à música clássica ou algo do tipo. É possível você fazer um rock MUITO bom, com sonoridade marcante e voltada pro povo. Mesmo porque o termo "indie" ou alternativo nunca me atraiu... se for pra ser conhecido por meia dúzia só, prefiro largar tudo. Isso pra mim é um complexo de perdedor... "Ah, minha música não é compreendida pela maioria"... balela!
Enfim, pra mudar isso, só mudando a mentalidade do povo brasileiro. Só quando ele quiser mais. Mas ele se contenta com tão pouco, né? Caramba, você tem um mundo inteiro à sua disposição e vai se contentar com somente aquilo que vê?
(Mesmo porque, se é um drogado ou não, pouco me importa o que faz com a sua vida, desde que não me encha o saco)
Infelizmente, há algumas drogas que nem ao menos podem ser consideradas culturais: as subcelebridades. Eu já acho o termo celebridade uma escrotidão, não precisava nem rebaixar a palavra. O que uma celebridade faz? Absolutamente nada. É um infeliz sem talento nenhum que surge na mídia justamente porque o povão engole esse tipo de lixo. Uma pena que o conceito de artista está cada vez mais podre...
Enfim, voltando às subcelebridades, caso da - já citada por este blog - Geisy Arruda. Esses dias eu vi um trecho de um entrevista dela no "Estranho Mundo do Zé do Caixão".
Além da óbvia burrice da criatura, qual a relevância pra sociedade a entrevista com um diabo do tipo? Caramba, o Mojica é um cara inteligente... será que não tinha ninguém melhor pra entrevista não? Aliás, fico pensando qual será o tal fetiche da moça com estatura. Talvez ela tenha tara por anão... bom pro camaradinha ali!
Enfim, esse tipo de droga só existe porque tem quem consome. É realmente de dar pena ver, por exemplo, inúmeros comediantes bons na rua enquanto temos aquela porcaria do Zorra Total ou A Praça É Nossa. Ou então ouvir um Restart na rádio enquanto tem muito músico bom batalhando em barzinho por aí (como costumo dizer, estão roubando o MEU dinheiro!).
Será que as pessoas não consomem algo de qualidade? O problema é que há um conceito errado no termo "qualidade". No Brasil, costumam pensar que algo bom está restrito às elites, é algo intelectualóide. A velha questão do complexo de vira-lata: o brasileiro típico se acha indigno de conseguir algo melhor, de buscar algo melhor pra si, então se contenta com seu pagode, futebolzinho e novela das oito... tsc, tsc.
Quando falo em qualidade, não estou me referindo à música clássica ou algo do tipo. É possível você fazer um rock MUITO bom, com sonoridade marcante e voltada pro povo. Mesmo porque o termo "indie" ou alternativo nunca me atraiu... se for pra ser conhecido por meia dúzia só, prefiro largar tudo. Isso pra mim é um complexo de perdedor... "Ah, minha música não é compreendida pela maioria"... balela!
Enfim, pra mudar isso, só mudando a mentalidade do povo brasileiro. Só quando ele quiser mais. Mas ele se contenta com tão pouco, né? Caramba, você tem um mundo inteiro à sua disposição e vai se contentar com somente aquilo que vê?
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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
A vida dá um jeito

Após grandes especulações e estardalhaço, a NASA anunciou nesta quinta feira uma descoberta importante pra ciência: uma bactéria que incorpora o arsênico ao seu DNA, elemento venenoso que supostamente não deveria fazer parte da química da vida - os elementos tradicionais são o fósforo, o carbono, o hidrogênio, o nitrogênio, o oxigênio e o enxofre.
Muita gente esperava revelações bombásticas em relação à extraterrestres - talvez relacionados com o vazamento de dados da WikiLeaks, quem sabe? Vai que um líder mundial aí é um ET disfarçado!
Enfim, eu esperava algo emocionante. Não deixa de ser algo importante, mas é meio óbvio até. É muita prepotência achar que a vida só acontece da forma como conhecem. O ser humano tem a mania de achar que sabe de tudo e que só aquilo que consegue enxergar é real. É como costumo dizer: enxergam os ponteiros do relógio, mas não vêem todo o maquinário que faz ele girar.
Já parou pra pensar que vocês podem não ter importância nenhuma pra vastidão da galáxia em si? Que estão isolados nos confins dos cosmo, visitados ocasionalmente por algum ET que virou à esquerda ao invés da direita na Alfa Centauro e só parou aqui pra mijar e bater umas fotos? Que são como uma cidadezinha de caipiras com suas crenças primitivas, ridicularizados pelos outros?
Claro, são só especulações. Mas eu vejo a Terra como a América antes do descobrimento. Sim, vocês são os índios, só aguardando a chegada das caravelas. Hmmmm... se isso acontecesse, seria interessante, levando em conta que os europeus acabaram com boa parte das civilizações indígenas. Imagina só: o ser humano, com toda sua arrogância, vendo que não sabe nada de nada. Quanto tempo ainda temos?
Deixando as piadas de lado, a "descoberta" da NASA abre espaço pra inúmeras novas pesquisas e maneiras diferentes de enxergar o universo. Aliás, se a vida só existisse como conhecemos na Terra, seria algo muito chato. Eu quero todas as pirações que vejo nos livros e filmes de ficção científica!
A vida é capaz de florescer mesmo no lugar mais inóspito... o Criador possui uma imaginação fértil, saibam disso. Por outro lado, tudo aquilo que vive o ser humano tem o dom de destruir. Eu vou esperar por caravelas.
A verdade está lá fora, meus amigos.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Me sentindo um viajante astral...
Depois de um pequeno atraso, aqui estou com as habituais atualizações do blog. E hoje o post vai ser mais pessoal... tive um fim de semana maravilhoso e gostaria de compartilhar com vocês. Afinal, nem sempre é bom ler apenas críticas e mais críticas mau humoradas. Nada como uma postagem leve pra relaxar...
No último domingo fui curtir o Yes em São Paulo e estou até agora pasmo com o show. Foi algo fodástico mesmo. Aliás, esse foi o show mais rock'n'roll que fui recentemente. Me senti em casa entre os barbados e cabeludos locais (e, claro, entre as belas roqueiras de SP - o que me faz detestar ainda mais Taubaté), curtindo um rock de verdade, não frescurada poser por aí (na verdade, só tinha um bêbado chato - mas muito engraçado - por perto).
Enfim, o show foi espetacular. Muitos reclamaram que não seria a mesma coisa sem o Jon Anderson, mas eu achei o Benoit David uma substituição à altura. O timbre é bem parecido e o cara canta pra caralho também. Certamente, as harmonias vocais do Yes servem de muita inspiração pra mim e meus irmãos, e elas continuam excelentes, pra variar (destaque pro vocal fodástico do Chris Squire nas harmonias).
Quanto ao teclado, o Oliver Wakeman não tem a mesma presença do pai, mas não compromete a apresentação, mesmo não viajando nas loucuras espaciais como Rick Wakeman. Já o Alan White demonstrou sinais de cansaço: a bateria não foi nada excepcional (inclusive achei o solo dele em Astral Traveller bem fraquinho).
E o que falar do Chris Squire? O baixo continua com a mesma pegada de sempre... simplesmente é muito foda ver Squire debulhando o instrumento em Roundabout e outras canções. Além de tudo, ele parecia bem à vontade, interagindo com o povo... tava bem simpático!
Só tenho uma coisa a falar sobre Steve Howe: mito. Eu poderia passar o tempo todo falando de sua habilidade na guitarra, mas isso seria muito óbvio. É como se ele e seu instrumento fossem uma coisa só. Quem não o conhece olha pro cara, com seu visual de "múmia", de cientista louco, e pode não dar nada... até o momento em que ele começa a tocar e mostra porque é considerado um dos melhores guitarristas do mundo! Só estando lá e vendo ele solando do seu lado pra saber mesmo... uma emoção indescritível.
Apesar de curto (e do atraso de uma hora e vinte graças às nossas companhias aéreas), eu achei o show fantástico. Certamente um dos melhores que fui ultimamente. E, mesmo com a reclamação do povo sobre a falta do Jon Anderson, do repertório pequeno e todo blá blá blá... caralho, é Yes! E, pra mim, isso foi uma oportunidade única!
Caso duvidem de como foi foda, isso aqui não me deixa mentir:
E pensar que uma semana depois o mesmo palco vai receber o Restart... quase como ir do céu ao inferno em questão de dias!
No último domingo fui curtir o Yes em São Paulo e estou até agora pasmo com o show. Foi algo fodástico mesmo. Aliás, esse foi o show mais rock'n'roll que fui recentemente. Me senti em casa entre os barbados e cabeludos locais (e, claro, entre as belas roqueiras de SP - o que me faz detestar ainda mais Taubaté), curtindo um rock de verdade, não frescurada poser por aí (na verdade, só tinha um bêbado chato - mas muito engraçado - por perto).
Enfim, o show foi espetacular. Muitos reclamaram que não seria a mesma coisa sem o Jon Anderson, mas eu achei o Benoit David uma substituição à altura. O timbre é bem parecido e o cara canta pra caralho também. Certamente, as harmonias vocais do Yes servem de muita inspiração pra mim e meus irmãos, e elas continuam excelentes, pra variar (destaque pro vocal fodástico do Chris Squire nas harmonias).
Quanto ao teclado, o Oliver Wakeman não tem a mesma presença do pai, mas não compromete a apresentação, mesmo não viajando nas loucuras espaciais como Rick Wakeman. Já o Alan White demonstrou sinais de cansaço: a bateria não foi nada excepcional (inclusive achei o solo dele em Astral Traveller bem fraquinho).
E o que falar do Chris Squire? O baixo continua com a mesma pegada de sempre... simplesmente é muito foda ver Squire debulhando o instrumento em Roundabout e outras canções. Além de tudo, ele parecia bem à vontade, interagindo com o povo... tava bem simpático!
Só tenho uma coisa a falar sobre Steve Howe: mito. Eu poderia passar o tempo todo falando de sua habilidade na guitarra, mas isso seria muito óbvio. É como se ele e seu instrumento fossem uma coisa só. Quem não o conhece olha pro cara, com seu visual de "múmia", de cientista louco, e pode não dar nada... até o momento em que ele começa a tocar e mostra porque é considerado um dos melhores guitarristas do mundo! Só estando lá e vendo ele solando do seu lado pra saber mesmo... uma emoção indescritível.
Apesar de curto (e do atraso de uma hora e vinte graças às nossas companhias aéreas), eu achei o show fantástico. Certamente um dos melhores que fui ultimamente. E, mesmo com a reclamação do povo sobre a falta do Jon Anderson, do repertório pequeno e todo blá blá blá... caralho, é Yes! E, pra mim, isso foi uma oportunidade única!
Caso duvidem de como foi foda, isso aqui não me deixa mentir:
E pensar que uma semana depois o mesmo palco vai receber o Restart... quase como ir do céu ao inferno em questão de dias!
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