quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A arte de dominar um povo

Acabei de ler uma matéria sobre uma pesquisa realizada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), que mostra como a população enxerga os serviços de utilidade pública e sua importância para sociedade. Nesta quarta, foram divulgados os dados relativos à cultura e justiça. Segundo a maioria dos entrevistados, preço alto, barreira social e distância dificultam o acesso às atividades culturais no país. Leiam aqui a matéria na íntegra: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2010/11/17/brasileiro-se-sente-distante-de-oferta-cultural-diz-ipea.jhtm.

O que mais me chamou a atenção na pesquisa não foram estes dados. Meio óbvio até... como querer que o povo tenha acesso à cultura se custam os olhos da cara? O fato é que o brasileiro em si não se interessa por atividades culturais. Segundo a pesquisa, se tivessem tempo livre, somente 9,9% dos entrevistados o dedicariam à pesquisa, leitura e estudos. Aqueles que frequentariam práticas culturais e de lazer equivalem à 7,7%. E, finalmente, a realização de práticas artísticas em 3,6%.

Educação e cultura são o primeiro passo para o avanço de um povo. É realmente um absurdo estes números, apesar de não serem nenhuma novidade. Lembro-me de quando era criança e mostrava para os outros os livros que lia. A maioria estupidamente dizia: "Nossa, você consegue ler tudo isso?". Por que para a maioria das pessoas ficar com o rabo quieto num lugar lendo é uma tortura? Hmmm... isso provavelmente cai naquilo que comentei no post passado... cinco minutinhos, lembram?

O mais engraçado é que o brasileiro se orgulha de sua ignorância. Ele se orgulha de sua burrice. E isso é algo que mais me irrita. Vale a pena salvar um povo como esse? A culpa não é somente dos governantes. Para eles, um povo burro é mais fácil de ser manipulado. O povo burro só precisa da sua novela das 8, um futebolzinho e uma esmola do governo. E eles lá vão ligar pra algum escândalo sobre corrupção?

Ontem falava sobre música com um amigo e discutíamos quase a mesma coisa. Vamos ver a indústria musical. Para os produtores, não é mais fácil lançar algo descartável? Você pega um favelado qualquer, dá um banho de loja nele e amanhã estão todos cantando "Créu". Não é preciso talento, não é preciso mais nada... o povo já o idolatra! Afinal, é mais fácil manipular alguém que canta o "Créu" do que "Pra Não Dizer Que Falei de Flores" (se bem que o povão de hoje dificilmente vá entender a letra...).

Qual a solução? Investir em educação e cultura, como já citado. Mas a questão mais importante: será que os governantes se interessam nisso? Vivemos uma ditadura disfarçada, meus amigos, em que você tem a doce ilusão de que é alguém e de que somos todos iguais. A melhor maneira de dominar um povo é eliminando sua cultura. Pois é... conseguiram.



Bom, lançaram a biografia da Geisy Arruda... talvez leiam isso, né? Quem sabe com uns desenhos no meio...

domingo, 14 de novembro de 2010

Apenas cinco minutos

Esses dias eu li um comentário interessante num vídeo do Led Zeppelin no Youtube. Era uma performance da banda em 68, na Dinamarca, tocando Babe I'm Gonna Leave You. Algumas pessoas questionam como a platéia pode ficar sentada diante de uma das maiores bandas de rock da história.

Caramba, e qual o problema nisso?

Eu não sou o tipo de fã de rock poser... aquele que adora encher a cara e ficar macaqueando de um lado pro outro. Ele berra, corre pra lá e pra cá, faz todo tipo de estripulia ao invés de prestar atenção naquilo que é mais importante: a música. Claro, cada um tem seu jeito de curtir, mas eu não suporto esses tipinhos, que não manjam porra nenhuma e acham que são "rock'n'roll". Rock é muito mais do que isso, crianças: é ter atitude, ser autêntico naquilo que faz. Pessoas como vocês só denigrem a imagem do rock com suas atitudes forçadas.

Voltando para o vídeo do Led Zeppelin, um comentário lá me chamou a atenção. Um camarada dizia que o grande problema é justamente esse: a nossa geração não consegue ficar cinco minutos parada. Os músicos de antigamente apreciavam esse domínio sobre a platéia... as pessoas sentavam-se hipnotizadas, prestando atenção em cada acorde. Muito diferente das hordas histéricas que se formaram quando Plant tentou tocar a música recentemente. Caramba, vejam vídeos de festivais de antigamente: a galera tá lá, sentada numa boa, curtindo o som...

Então, o fato do povo estar sentado não mostra desinteresse. Muito pelo contrário. Como músico, eu prefiro muito mais tocar quando o povo tá sentado, prestando atenção. Claro, a molecadinha (às vezes nem tão moleques assim) que se junta na beira do palco, pulando e berrando, é divertida. Mas geralmente esses são tão vazios que não irão absorver o que a música deveria passar. E aí caímos na velha "sociedade do fast-food" (nos primeiros posts eu expliquei o motivo do nome do blog).

Isso me lembra uma vez quando saí com uma garota pra assistir (coincidentemente) um show do Led cover. Ela debateu nossas "diferenças" porque eu preferi curtir o show sentado numa mesa ao invés de ir pra frente do palco. Então ser "rock'n'roll" é isso? Talvez pra ela sim, mas a coitadinha era alguém que vivia de aparência: o fato de ir pra frente e dançar não era porque curtia o show, mas sim uma patética tentativa de ser notada. E muitos dos "jovens fast-food" de hoje são exatamente assim: tudo não passa de um tentativa de chamar atenção.

E, convenhamos, eu nunca precisei disso, né?

Claro, estou generalizando. Há quem pule e curte e há quem senta e viaja. Afinal, as pessoas agem de forma diferente (ainda bem!). O motivo do post hoje foi justamente debater essa geração inquieta, que não consegue absorver nada e vive na já citada Terra do Faça O Que Quiser, preocupada apenas com o seu umbigo. Jovens como os playboyzinhos que espancaram outros esta madrugada na Av. Paulista, sem motivo algum, só pra canalizar esse grande vazio da nossa sociedade... Jovens de classe média alta, com boas notas, certamente nossos futuros médicos, advogados e engenheiros. Ah, mas logo papai e mamãe aparecem dizendo que era apenas uma brincadeirinha inocente!

E você? Consegue ficar parado por cinco minutos? Ou está na hora de espancar alguém?

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Karma e Newton

"Para toda ação existe uma reação de força equivalente em sentido contrário."

Esse é o princípio do karma. Bastante semelhante à Terceira Lei de Newton, o princípio de Ação e Reação:

"Se um corpo A aplicar uma força sobre um corpo B, receberá deste uma força de mesma intensidade, mesma direção e de sentido contrário."

No post passado, eu falei um pouco sobre fé e todo aquele blá blá blá religioso. Comentei sobre a ligação, no meu ponto de vista, entre fé e ciência, que não devem ser vistas como forças antagônicas, mas como aspectos que se complementam. E eu acho que o karma e o princípio de Ação e Reação exemplificam um pouco o que quero passar.

Resolvi escrever sobre isso porque conversava sobre vingança com um conhecido meu que estava na fossa. Vingança é sempre algo desnecessário, na minha opinião. Desde que me conheço por gente, sempre pude testemunhar a velha lição do "aqui se faz, aqui se paga". Tudo o que fazemos para os outros, volta pra gente. Pode levar anos pra acontecer, mas essa é uma das certezas que tenho da vida, seja do meu lado lógico ou do meu lado espiritual.

Eu poderia passar a tarde dando inúmeros exemplos de pessoas que quebraram a cara por suas ações. Veja bem, nunca precisei me vingar dos meus desafetos (poucos, diga-se de passagem). A própria vida se encarregou disso por mim. Quando pisam na bola comigo, eu simplesmente apago as lembranças ruins dessa pessoa. Chego inclusive a guardar as boas, mesmo que não fossem verdadeiras. Afinal, pra que perder tempo com o rancor, remoendo coisas ruins? Isso só nos prejudica... nosso corpo funciona como um esponja, absorvendo toda essa energia ruim, o que refletirá em nossos aspectos físicos e mentais. O fato de você desejar o mal pra alguém faz com que, inconscientemente, coisas ruins aconteçam com você, justamente por "sugar" toda essa energia má, o que atrairá coisas piores. Mais uma vez, o velho princípio do karma, da ação e reação.

Claro, eu não sou um santo. Quando pisam na bola comigo, é natural sentir raiva... é a reação natural de todo mundo. Mas isso é sempre passageiro. O tempo sempre cura tudo. Então, ao invés de perder seu tempo remoendo mágoas, saia, se distraia um pouco, deixa a poeira baixar. Ah, sim, eu ainda tenho um diferencial: eu JAMAIS esqueço o que me fizeram. Não acredito na redenção alheia: quem pisa na bola uma vez, vai pisar na bola sempre. Simplesmente deixo a raiva de lado e sigo em frente.

Portanto, o melhor é utilizar todos esses princípios à nosso favor. Pense positivo, não sacaneie os outros, ajude sem querer nada em troca, leve uma vida "paz e amor"... cultive esses bons sentimentos que, tal qual a esponja mencionada acima, eles irão atrair coisas boas, tenho certeza disso. E lembre-se sempre que momentos ruins SÃO necessários: afinal, a vida seria muito sem graça sem desafios. São oportunidades de refletirmos e crescermos sempre!

Afinal, nada mais verdadeiro que "The End", dos Beatles:

"And in the end the love you take is equal to the love you made"

E no final, o amor que você recebe é igual ao amor que você doa...

domingo, 7 de novembro de 2010

Um pouco sobre fé

Eu sou uma pessoa de extrema fé, mas não sigo religião nenhuma. Creio que deve existir um objetivo maior em relação à nossa existência, senão viver não faria sentido nenhum (se é que precisa ter algum sentido...). Tal qual um grande "BBB", deve existir algo dando uma "espiadinha básica" no que fazemos... a entidade suprema louvada pela maioria das religiões. Não cabe a nós discutirmos o objetivo de tudo... nós só vemos o ponteiro do relógio, não suas engrenagens!

Portanto, eu creio nessa entidade, mas as minhas crenças são baseadas no pouco que estudei de vááários textos religiosos. Sempre gostei de pesquisar sobre tudo e não seria diferente no caso de religiões. Eu não acredito em algo só porque um padre, pastor ou sei lá quem diz que isso é verdade. Eu busco as MINHAS verdades. Se fazem sentido pra você ou não, pouco me importa. Funcionam pra mim e isso basta.

Religiões foram criadas pelo homem e, sem sombra de dúvidas, perdem mais tempo discutindo sobre uma suposta divindade do que aquilo que deveria ser o mais importante: amor e respeito ao próximo. Pra mim, religiosos sempre foram grandes hipócritas. Aqueles que seguem determinado ensinamento somente quando funciona pra eles, fazendo vista grossa quando cruzam a linha. Eles acham que passar horas ajoelhados rezando ou tentando converter o vizinho irão torná-los pessoas boas. Digo sem sombra de dúvida: todas pessoas que discursaram sobre religião ou sobre certo e errado pra mim não faziam nada daquilo de que tanto se orgulhavam.

Por exemplo, as religiões discutem sobre a divindade de Jesus. Qual a verdadeira importância disso? Qual a importância de saber se ele andou na água, ressuscitou, casou-se, teve filhos, voava por Jerusalém soltando raios nos infiéis...? Aliás, não é nem mesmo importante saber se ele era filho ou não de Deus. O mais importante, suas palavras e ensinamentos, passam esquecidos pela maioria das pessoas, que preferem queimar na fogueira aqueles que pensam de forma contrária à "divindade de Jesus". O fato de ser uma pessoa comum tornariam suas palavras menos importantes? Não existiria valor nenhum em amar e respeitar o próximo só porque Jesus era alguém como eu e você?

Sem contar que as religiões foram criadas pelo HOMEM. E nesse eu não confio de jeito nenhum. Ou você acha que vou perder meu tempo me confessando pra alguém como o padre peruano que foi flagrado transando com a faxineira da igreja (aqui http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4772716-EI8140,00-TV+peruana+mostra+padre+fazendo+sexo+com+a+faxineira+da+igreja.html)? Que moral um diabo desse tem em relação à mim?

Uma consciência tranquila é a melhor coisa que você pode ter. Ajudar alguém, com um simples sorriso que seja, e se sentir bem por isso vale mais do que qualquer outra coisa. Sentir-se bem só pelo fato de alguém estar feliz, seja por sua presença ou não. E fazer tudo isso porque parte do seu coração, não porque "Deus" lhe mandou fazer isso pra ganhar uns pontinhos no céu. De certa forma, ser autêntico sempre. As pessoas geralmente dizem que transmito paz pra elas... acho que é por seguir essa linha de pensamento.

E, pra finalizar, pra mim a fé e a crença em algo superior deve ser vista como algo complementar, não como uma muleta. Os grandes sábios do passado sempre uniram ciência e fé... nunca vi essas duas forças como coisas antagônicas. Eu acho um grande erro um querer anular o outro, quando deveriam agir em conjunto sempre.

Eu acredito em mim, em primeiro lugar. Acredito nos meus valores, nos meus ideais e na certeza que não serei responsável pelo sofrimento alheio. Eu não preciso me confessar ou me curvar perante os outros enquanto sempre seguir as minhas verdades. E isso não é egocentrismo: é amor próprio!

E eu nunca me contentaria em ser apenas uma ovelha mesmo...

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A Terra do Faça-O-Que-Quiser

Sejam bem vindos à tecnologia! Bem vindos à Era da Informação! Bem vindos ao mundo globalizado, em que você conversa com alguém do outro lado do mundo e não sabe quem é o seu vizinho! Em que você se gaba de ter trocentos "amigos" e seguidores num orkut ou twitter da vida, mas nem ao menos dá bom dia para seus pais! Bem vindos ao mundo do faz-de-conta virtual!

Viver no mundo virtual é tão bom, né? Veja só... analise o perfil dos seus amigos em alguma rede social. Todos possuem fotos maravilhosas, todos são felizes, todos possuem frases de efeito caprichadas... nossa, as pessoas parecem tão lindas, charmosas, inteligentes. Ninguém possui problemas, ninguém vive de saco cheio, ninguém acorda de mau humor. A grande questão é: onde elas estão no mundo real? Eu estou cercado de mediocridade, na maioria das vezes. Eu procuro carruagens e só encontro abóboras...

Vivemos numa sociedade tão fútil que as pessoas se escondem atrás de uma falsa imagem virtual. Patético! E a questão é que isso piore ainda mais. Quem já leu algum texto sobre um hipotético futuro cyberpunk sabe que o alcance da rede será ainda maior. Hoje em dia já temos caso de pessoas que sofrem um colapso após passar horas conectados, normalmente em jogos online.

Vamos pegar o caso do Second Life, tão badalado há algum tempo. Agora imagine esse mesmo mundo virtual somado às tecnologias de hoje, como o projeto Natal, da Microsoft, que aposenta os obsoletos joysticks: o sensor do console capta seus movimentos e sua voz. Muito em breve será possível realmente entrar num jogo ou num mundo virtual. Agora, imagina quantas pessoas não escolherão deixar pra trás suas vidas medíocres para ser transportado em um mundo onde ela é capaz de tudo? Imagina o impacto que tudo isto terá na sociedade logo, logo?

Sem contar que a Rede é uma terra sem lei, na visão de muita gente. Como exemplo, cito o caso da Mayara Petruso, que escreveu algumas abobrinhas no Twitter e agora responderá devidamente por isso. A tendência é muita gente rodar junto, enquanto a legislação virtual caminha acertadamente.

Aliás, o mais irônico da notícia é que a jovenzinha ingênua é uma estudante de... Direito. Sem comentários... tão estúpido quanto os filhinhos de papai que promoveram recentemente o Rodeio das Gordas na UNESP, uma grande "brincadeira", segundo um dos camaradas. Opa, que maravilha! Da próxima vez ele deveria levar a mãe dele então... tô doido pra dar uma montada!

Você quer liberdade de expressão? Ok! Mas também deverá responder por suas palavras! Uma vez que elas saem de sua boca (ou dedos), não há mais volta, portanto, muito cuidado com as bobeiras que alardeia.

Bah... mas de que adianta o alerta? Essas pessoas vivem na Terra do Faça-O-Que-Quiser... pelo menos até a dura realidade mostrar como as coisas funcionam de verdade!

domingo, 31 de outubro de 2010

É, Dilma... Feliz Dia das Bruxas!!!

Brrrr... que coisa mais mórbida! Eleição no dia 31 de outubro com os candidatos mais bizarros possíveis! Eu ainda aproveitei pra passear e curtir uma praia depois deste valoroso ato de patriotismo (sim, perceba a ironia).

Nunca esperei nada de ninguém. Nem da minha família, nem dos meus amigos, nem de Deus... acham que vou esperar algo de um presidente? Esse é o problema da maioria das pessoas! Elas esperam demais... acham que tudo vai se resolver e cair de mão beijada no colo delas. Francamente, esse é o pensamento típico do nosso povinho! Afinal, é mais fácil correr atrás das coisas ou arranjar um monte de filhos e ganhar uma esmolinha do governo? Pois é...

Não vejo grande diferença entra Serra e Dilma. Não vejo diferença entre esquerda e direita. E também não acredito no Bem e no Mal. No fim, o que sobram são apenas pessoas... e essas são em sua maioria PATÉTICAS. Posso contar no dedo de uma só mão aquelas que despertam alguma admiração minha. Aquelas que honram a sua palavra e vivem de cabeça erguida. Boa parte das pessoas que conheço apenas rastejam pelos cantos.

Então, eu não vou perder meu tempo me lamentando se determinado candidato ganhou ou não. Acho que o maior erro possível é seguir fielmente alguma coisa. Eu nunca vou seguir partido algum ou qualquer coisa que seja. Claro que sou assim devido ao meu egocentrismo extremo, que tem se tornado pior a cada dia, hahaha.

Ok, falando sério agora, isso é uma coisa pra refletirem. Não percam seu tempo esperando algo dos outros. Se querem algo, vão em frente e sigam sua intuição (tá, eu sou suspeito pra escrever isso, é o refrão de uma de minhas músicas). Perder tempo se lamentando porque as coisas não vão pra frente é muito fácil: quero ver é você levantar sua bunda burguesa ou seu traseiro pseudo-comunista fajuto e fazer alguma coisa por você!

Minha atitude pode parecer um tanto egoísta, mas não! Seria egoísmo se eu ferrasse os outros... e tal qual o bom Scarface, eu nunca fodi quem não merecesse! Isso é simplesmente pensar naquilo que é bom pra você e correr atrás sem pensar nas consequências, sem esperar que alguém vá lhe mostrar algum caminho. Vá atrás de seus sonhos, lute, independente do que vão lhe dizer.

Você só precisar parar e PENSAR! Ah, sim, por isso as coisas estão difíceis, né? Esqueceu como fazer isso só porque as coisas são vomitadas e você absorve tudo mastigadinho? Tsc, tsc...

Sonhos estão flutuando por aí, só esperando pra serem fisgados!

Eu estou seguindo em frente... e NADA vai me parar jamais!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Falando sobre fases...

Depois de muito tempo, aqui estou novamente. Normalmente eu escrevo quando estou me sentindo pra baixo, mas acho que sosseguei depois de muito tempo. Faço isso pra exorcizar meus demônios internos, pra colocar tudo pra fora... não deixa de ser uma boa terapia. Mas, enfim, acho que voltei a ser o que era, depois de uma longa, longa noite. Nada é tão ruim que possa durar pra sempre...

E é justamente sobre isso que escrevo hoje! Fases! Eu passei os últimos três meses meditando sobre os acontecimentos recentes de minha vida. Muitas vezes reclamamos das coisas ruins que acontecem com a gente, sem entender o significado de tudo. Eu cheguei a conclusão de que não adiante fazer os ponteiros do relógio girarem ao contrário. Não adianta você pensar "E se eu tivesse feito isso ao invés disso". Porque se começarmos a pensar assim a vida não passará de um bando de "se"!

Não existem decisões certas ou erradas! Aquelas atitudes que tomamos são as melhores possíveis pra determinado momento. E quem pode dizer que as coisas não acontecem como esperávamos? É muito difícil lutar contra a tempestade... nessas horas o melhor é segurar-se com força e atravessá-la da melhor maneira possível. Porque ela não irá durar pra sempre! Nunca será eterna!

E é aí que entram as fases! Boas, ruins... a vida está repleta delas. Eu analisei muita coisa que aconteceu comigo desde meados do começo do ano passado, quando terminei um namoro duradouro. E nesse meio tempo aconteceu MUITA coisa! Amigos que surgiram e desapareceram, lugares interessantes que conheci, risadas, discussões... tanta coisa variada! Pude perceber que fui transitando de grupo em grupo nesse tempo, sem querer forçar nada, me adaptando às situações.

Eu tive uma outra fase boa este ano. E quando tentei lutar contra a tempestade, eu naufraguei de forma terrível (bah... que tosco usar essas metáforas náuticas, haha). Eu deveria ter comprendido e deixado tudo acontecer, me adaptando da melhor maneira possível. Mas nunca é tarde pra aprender! Quando falei sobre fases com uma amiga, ela me julgou uma pessoa fria. "Então tudo não passa de uma fase pra você?". Não neste sentido... acho que não devo querer mudar o mundo. Cada pessoa tem seu karma... eu só posso cuidar de mim, das minhas coisas. Quando passei a compreender isso, eu me tornei uma pessoa inteira!

Isso não é egoísmo! Cada pessoa tem o seu caminho, a sua verdade... eu respeito muito às decisões alheias. Dizem que não há como discutir comigo porque eu julgo ter sempre a razão. Não é isso... eu exponho sempre o meu ponto de vista, a minha "verdade", mas sempre respeito o lado oposto. Costumo ser muito idealista e inabalável... e sei que nem sempre isso é bom.

E o que aprendemos com tudo isso? Impulsivo como sou, sou a pior pessoa possível pra dar conselhos do tipo, mas acho que, como disse, o melhor é esperar, relaxar um pouco, esfriar a cabeça. Tudo acontece no seu tempo! Lembrem-se sempre que as fases vem e vão, sejam elas boas ou ruins. O importante é absorver todo o conhecimento que elas transmitirão!

Não sei quanto à vocês, mas me sinto em paz como há muito não me sentia... :)